Não é novidade que, independente do curso, estudantes se movimentam na Universidade Federal do Ceará para intervir na conjuntura política local e nacional. Sem Temer, ocupamos nossos cursos, construímos greve estudantil histórica em 2016 para transmitir o recado: Não ficaremos caladas frente à precarização da Educação Pública e os ataques do Governo Federal.

Não nascia ali a indignação estudantil frente a calamidade que se encontram os espaços que deveriam garantir a qualidade da nossa formação. Em 1994, estudantes de Jornalismo ocuparam o Laboratório de Telejornalismo para conclusão imediata das obras que se arrastavam por anos e não eram inauguradas pela falta de um ar-condicionado. Em 2015, estudantes de gastronomia deflagraram greve estudantil contra o uso de insumos estragados nas aulas práticas; em 2015, estudantes de diversos cursos se posicionaram contra os cortes do governo Dilma na educação que implicava, na UFC, em redução drástica nas aulas de campo, culminando em greve estudantil. Dessa vez, a luta chama o curso de Odontologia. Sem condições básicas para exercício das atividades laborais, com 51% das cadeiras clínicas danificadas, o que deveria ser um direito - seja do paciente, seja do estudante - torna-se vítima do descaso do golpista Temer.

Também não é novidade que Temer e seus comparsas, num governo de velhos homens brancos caciques da política, ao romperem a democracia brasileira impõem uma agenda neoliberal que não possui aprovação do voto popular. Nela, a coisa pública é alvo de precarização.

Nós, estudantes, temos um lugar nessa narrativa. Cabe-nos o embate e a desobediência para não permitir a retirada de direitos e a ampliação do sucateamento que já vemos e vivemos em nossos ambientes de formação.

Da luta não fugimos. Damos as mãos em cirandas e não caminhamos sós! Seguimos ao lado das estudantes por um outro modelo de Universidade, que respeite os indivíduos e ofereça condições dignas para permanência estudantil - pois entendemos que a falta de materiais inviabiliza as práticas pedagógicas, encarecendo os cursos e implicando na evasão das estudantes que mais demandam da educação para mudança social. Por isso, tornamos público que a luta das estudantes de Odontologia também é nossa! Todo o apoio e solidariedade irrestrita à Greve Estudantil de Odontologia e as manifestações discentes em todos os campus da UFC e cantos desse país.

Para barrar a precarização
Greve Estudantil de Odontologia!
Greve Geral - 28 de Abril de 2017 


Diretório Acadêmico Tristão de Athayde - Comunicação Social - DATA UFC
Executiva Nacional de Estudantes de Comunicação Social - ENECOS

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